Que o varejo brasileiro só se desenvolve, não há dúvidas. É um dos segmentos
que mais movimenta a economia e que emprega mais pessoas, principalmente depois do
fortalecimento das classes C e D, que passaram a consumir substancialmente.
Para acompanhar essa linha, as empresas precisam buscar e implementar
inovações diariamente. Não basta apenas produzir um sabão em pó ou uma
guloseima com ingredientes de qualidade, com processos modernos ou com
embalagens desenvolvidas por grandes designers. Claro que tudo isso é
importante, mas devemos pensar no seguinte: na gôndola ou nos corredores das
lojas e supermercados, o que atrai a atenção do consumidor? Preço é importante?
É óbvio que sim, mas será que a pessoa que passa pelo local não pode ter todos
os seus sentidos despertados e, assim, comprar o tal produto?
É aí que está a importância do marketing promocional, que está cada vez
mais avançado. Ele é quem ajudará a despertar a curiosidade em comprar
determinado produto, o que o torna essencial atualmente. Não basta apenas criar
displays coloridos e “poluir” visualmente os pontos de venda, é necessário ter
inteligência e estratégia, além de inovação para atingir o público alvo. Isso
quer dizer: despertar os cinco sentidos do consumidor, seja por meio de aromas
nos PDVs, pelos mecanismos de interação, etc.
De acordo com a Associação de Marketing Promocional (Ampro), em 2011, o
mercado movimentou quase R$ 40 bilhões e 53% das empresas direcionaram mais
verba para ações promocionais do que para propagandas. Para 68% das empresas
entrevistadas, a verba empregada em ações promocionais cresceu, em média, 28%.
Além disso, de acordo com estudo realizado pela Universidade Federal de
Alagoas, o setor dificilmente perderá o ritmo de crescimento neste ano. As
ações promocionais terão, em sua maioria, foco na Copa do Mundo e nas
Olimpíadas.
Para enfrentar a acirrada competição atual e a que surgirá, a estratégia
no marketing promocional está ligada diretamente a algumas tecnologias
modernas, como o cheiro nos pontos de venda.
É possível expor uma marca de chocolate, por exemplo, e usar mecanismos
que vão exalar aquele aroma no local, fazendo com que o consumidor não resista?
Ou então, usar efeitos holográficos, com imagens em três dimensões e visíveis
em 360 graus?
(Texto de Daniel Fernandes, gerente Comercial da
MIB Group S/A).

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