terça-feira, 13 de dezembro de 2011

APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO


Matéria veiculada na Revista Mais Sucesso – edição 61

Grupo AGP iniciou sua trajetória no ano de 2002 atuando, como a própria sigla indica, no segmento de Assessoria em Gestão de Pessoas, englobando todo o processo de recrutamento, seleção e administração de contratos. Ao longo de sua breve, mas consistente trajetória atravessou inúmeros obstáculos em consequência de fatores que truncavam o crescimento da economia brasileira. “Foi uma época marcada por forte tensão e expectativa de mercado, que ocasionou acirrada competição e disputa entre as empresas brasileiras”, lembra Túlio Arakelian, diretor da empresa.
Com uma excelente capacidade de visão de mercado, o Grupo AGP superou todos esses desafios e tantos outros, com garra e perseverança, mantendo a filosofia de fazer prevalecer o lado positivo de cada situação. Com isso, apostou em tecnologia, crescimento, solidificação, aprimoramento e qualidade para suprir a crescente demanda do mercado brasileiro, tal e qual as leis da economia que regem o mercado. Exatamente em função da ousadia em apostar e investir em novos segmentos de crescimento, a organização também evoluiu e se fortaleceu.
Com essa percepção, a fim de suprir as necessidades encontradas no mercado, agregou novos valores às suas especialidades e criou a AGPromo, agência especializada em PDV, que oferece soluções personalizadas nos segmentos HPC e dermocosméticos, nos canais farma e supermercadista. A especialização em um segmento de alta competitividade possibilitou a AGPromo penetrar em diversos outros, com clientes para os quais a criação de um diferencial competitivo e o fortalecimento de imagem da marca são fatores críticos de sucesso.

Atuação Múltipla

Com uma equipe de profissionais altamente qualificados, além de completa e flexível estrutura de suporte para ações de diversos portes e demandas, a AGPromo cuida de cada detalhe na execução de todas as etapas do processo de criação e planejamento de ações promocionais e eventos. E, agora, ela quer se tornar também a melhor empresa de PDV e eventos no varejo farmacêutico.
“Hoje, o canal farma é considerado um dos varejos mais bem formatados, no qual o consumidor busca produtos que vão além da proposta exclusiva de saúde, incluindo-se aí perfumaria, cosméticos, dermocosméticos e outros. E, para isso, precisa ter uma equipe de PDV e atendimento bem formada, capacitada e diferenciada”, pontua Túlio.
Com esse pensamento a AGPromo decidiu investir em na contratação de profissionais que atuam com excelência e relacionamento nesse canal. Simultaneamente, também passou a injetar recursos na formação do canal por meio do desenvolvimento de uma série de workshops direcionados a esses novos profissionais da área, resultado de uma parceria com a revista Mais Sucesso, Servimed, Grupo JLC e com a Ponto de Referência, cujo objetivo é reunir sempre a indústria, varejo, distribuição e pessoal de PDV para discutirem temas abrangentes e atuais, com custo zero para os participantes.
“Complementarmente, ainda atuamos no desenvolvimento de eventos corporativos, casting para feiras e PDV, criação de material de ponto de venda e todos os serviços que envolvem o PDV farma”, finaliza Túlio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Maria Eugênia: Alma Brasileira"

Por: Grupo AGP


Maria Eugênia, intérprete de "Companheiro", música que foi tema de abertura da novela Araguaia, esteve em São Paulo no último dia 10 de Novembro para a estreia de seu novo show: "Alma Brasileira". A cantora goiana fez uma retrospectiva de seus 20 anos de carreira e encantou o público presente no Tom Jazz com vários clássicos da MPB. O evento teve apoio do Grupo AGP e contou com a presença de importantes empresários e artistas. "Investir em cultura é uma das prioridades da nossa empresa para o próximo ano, e esta oportunidade é muito importante por se tratar de um produto de altíssima qualidade e que agrega valor à nossa marca. 2012 será um ano especial, em que completaremos 10 anos de atuação no mercado de RH e Marketing Promocional. Queremos reforçar a preocupação da nossa empresa em transmitir valores como sustentabilidade e acesso à cultura", comenta Tulio Arakelian, sócio-diretor do Grupo AGP.
Maria Eugênia é daquelas belas e gratas surpresas, com as quais raramente temos o prazer de nos deparar. Dona de uma voz doce, jeito tranquilo e olhar encantador, esta goiana possui atributos mais que suficientes para cair ainda mais no gosto dos amantes da boa música brasileira. Formada em música, foi a participação em um concurso de música, para desafiar a timidez, que a impulsionou a seguir a carreira como cantora. A princípio como interprete de canções de conhecidos letristas, e logo vieram a músicas compostas especialmente para ela.
A qualidade de sua interpretação tem sido o motivo de diversos convites que recebeu para interpretar obras de grandes nomes da nossa música.
O Grupo AGP se orgulha em apoiar artistas deste gabarito, pondo em prática seus valores socioculturais, ampliando e fortalecendo o plano de responsabilidade social em que está engajado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Merchandising no Ponto de Venda - PDV
Por: Grupo AGP

Nós da AGPromo, sabemos que nenhuma mídia consegue alcançar de forma tão direta e repetitiva a exposição das marcas e produtos como o PDV. A exploração deste segmento engloba uma das ações mais complexas e mais investigativas, que podem ser realizadas no marketing. Inúmeros elementos devem ser analisados no desenvolvimento de projetos de comunicação em meio a um montante de informações e elementos contidos em um estabelecimento. Devemos criar alternativas de modo que os elementos sejam desenvolvidos e praticados separadamente para cada tipo de local em foco.
Pesquisas mostram que 85% das compras são decididas dentro da loja, e o mercado brasileiro apresenta hábitos de consumo superiores aos índices apresentados se comparados aos demais países do mundo. Levantamentos realizados junto aos pontos-de-venda demonstram que o perfil destes clientes/consumidores é, em sua grande maioria, formado por mulheres, casadas, com idade variando entre 30 e 49 anos, de classe socioeconômica B, esclarecidas (bom nível escolar), que costumam frequentar os estabelecimentos no período da tarde, com listas de compras e sempre acompanhadas. Outras características importantes dos clientes brasileiros, frente aos dos demais países do mundo, são possuir o maior número médio de itens comprados e permanecer no ponto-de-venda mais do que em qualquer outro lugar, cerca de 80 minutos em média, sendo, portanto, o perfil de consumidor que mais percorre os corredores e dependências das lojas. Este cliente costuma, em mais de 80% dos casos, se manter fiel ao estabelecimento, sendo que o fator influenciador na decisão de compra é sempre o preço.
Para manter um bom posicionamento do produto nas lojas, muitas organizações praticam ações nas áreas de promoção e merchandising no PDV através de empresas especializadas neste segmento, como a AGPromo, por exemplo, que transforma todo o esforço e empenho dos projetos elaborados em sucesso ao término de cada campanha, no momento onde o consumidor decide se levará seu produto ou o da concorrência. Porém, devemos estar cientes que não só as ações de promoção e merchandising é que influenciarão estes consumidores, uma vez que elementos como preço competitivo conjugado com um produto de qualidade é que servirão para incrementar os aspectos indutivos da compra. Relacionado a isto, fatores emocionais e sensoriais, também definem o ato da compra. Podemos citar como exemplo o emprego de um determinado aroma no ponto-de-venda que podem influenciar positiva ou negativamente na escolha.
Existem inúmeras alternativas para se explorar o PDV e estas poderão ser analisadas em locais que possuam grande circulação de consumidores. Um bom exemplo são os Shoppings Centers, que possuem o menor custo por mil (CPM – calculo utilizado para saber o custo de 1 lote a cada 1000) de todos os canais de mídia, pois os consumidores encontram-se a todo momento com propensão a realizar a compra. Assim, podemos dizer que este tipo de PDV é bastante amplo e possui diferentes locais para o desenvolvimento de ações estratégicas, como por exemplo, as áreas de estacionamento, os espaços de lazer e alimentação, inúmeras vitrines, fachadas dos prédios ou mesmo as sinalizações internas. Além destes elementos, em um Shopping Center é possível trabalhar o cliente e explorar todos os canais diretos, como pesquisas, levantamento de dados pessoais, características e costumes, realizar um programa de feedback em tempo real, entre outros.
  Ações para o PDV
A AGPromo procura em seus projetos de promoção e merchandising, aparar todas as arestas que possam interferir no processo. Para isso, utilizamos toda a nossa organização e estrutura para iniciar as operações de forma que consigamos monitorar as informações e as ocorrências de campo, fornecer todo o material de apoio para o desenvolvimento dos trabalhos das nossas equipes, acompanhar e analisar todos os relatórios estatísticos e analíticos, manter comunicação direta com as equipes, possuir promotores reservas para eventualidades, orientar corretamente a equipe quanto à exposição dos produtos/materiais promocionais, bem como providenciar depósitos para estocagem de todo material promocional envolvido no projeto.
Outro aspecto importante que deve ser observado de forma criteriosa são os profissionais que estarão envolvidos neste processo, fator de destaque para a AGPromo, que nasceu dentro do Grupo AGP, uma empresa com mais de 10 anos no mercado de assessoria em gestão de pessoas. Munidos de uma equipe competente e com as informações necessárias nossa organização monitora constantemente o desempenho das ações e principalmente controla os índices de resultados ao passo que estes se concretizam, podendo então decidir sequencia de cada campanha. O monitoramento, análise, avaliação e adaptação são elementos essenciais para alcançarmos o sucesso em cada projeto.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Modelos modernos de escritórios trazem bem estar e refletem na produtividade

Por: Gupo AGP
Muitas pessoas passam mais tempo no escritório que na sua própria casa, e nada melhor que um lugar agradável para trabalhar. Uma sala bem decorada torna o lugar acolhedor e colabora para a produtividade. A decoração do escritório é de extrema importância tanto para o cliente quanto para o colaborador. Além de revelar o perfil da empresa, pode também, trazer credibilidade e confiança para o cliente. A equipe de trabalho também precisa de um espaço acolhedor. Há uma relação direta entre os colaboradores, o seu entorno e produtividade.

O escritório deve ser um espaço funcional para que todas as atividades possam ser realizadas de forma eficiente. As mesas de trabalho precisam ter o tamanho adequado para os serviços realizados nela. Além de práticas, elas devem ter uma boa aparência. Móveis claros deixam o ambiente mais leve. A escolha das cadeiras também deve ser levada em conta. Você vai passar horas sentadas nelas. Uma cadeira confortável garante bons rendimentos e evita o estresse.
Algumas empresas modernas acreditam que um bom ambiente podem realmente tornar o trabalho mais divertido, fazer seus funcionários mais felizes e com isso ganhar em comprometimento e produtividade.
Veja a seguir alguns modelos bem interessantes de escritórios espalhados pelo mundo:
GOOGLE ZURICH

Este escritório tem com o tema a diversão: Há vários quartos especialmente decorados para que os funcionários possam fazer seu trabalho. Possui também uma sala de jogos para relaxamento e um ginásio onde é possível trabalhar do lado de fora.






SELGAS CANO ARCHITETURE


Escritório projetado por Iwan Baan, faz você se sentir como uma parte da natureza. Pelo fato de que o escritório está abaixo do nível do solo e das enormes janelas, você realmente se sente encapsulado por plantas e árvores. Este ambiente realmente parece ser bem tranquilo e estimula bastante a criatividade.




PIXAR
Provavelmente você conhece a Pixar, produtora de grandes  filmes de animação, como Toy Story, Procurando Nemo, Wall-E e Os Incríveis. O escritório está repleto de pinturas e figuras de várias criações da Pixar. Cada ambiente é como se fosse a parte de um filme.



RED BULL LONDON
Além de um de um visual elegante e minimalista, possui um escorregador simplesmente emocionante. Foi criado por Ir Studios, uma empresa de arquitetura de Londres, Reino Unido.






FACEBOOK

O novo escritório do Facebook é centrado em torno das necessidades e desejos dos funcionários. Foram criados vários pequenos "bairros", para dar a cada departamento seu próprio estilo. Os funcionários são encorajados a escrever nas paredes, adicionar obras de arte, móveis e montá-los como bem entenderem.




ESCRITÓRIO E LOJA BASTARD

O escritório e loja da Bastard é realmente um paraíso para os skatistas. Esta é realmente uma combinação de um parque de skate e um escritório. Tenho certeza que poucos funcionários vão sofrer de preguiça neste escritório incrível!




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

WORKSHOP – A BUSCA DE UM MODELO DE TRABALHO NO PDV PARA A INDÚSTRIA COSMÉTICA NO CANAL FARMA

Por: Claudio Purcino - AGPromo


Hoje o varejo farmacêutico se destaca como um dos mais importantes canais de negócios no Brasil. São 59.000 pontos de venda em nosso país. Movimentando mais de 42 bilhões de reais. O mercado de HPC significa 18% no universo farma, e hoje, sem dúvida, o varejo de HPC nesse canal é muito atraente em relação aos outros canais.

O consumidor é muito dinâmico e muitos tem preferido comprar produtos de HPC e outras categorias como: Aliméticos, Nutricêuticos e Premium no varejo. Segundo a Nielsen, o canal farma tem superado no faturamento de 28 categorias do setor. Porém, existe a necessidade em se discutir e estabelecer um modelo de trabalho para o PDV Farma.

Com esse conceito a Revista Mais Sucesso, veículo especializado em HPC e a AGPromo, agência especializada em PDV e com expertise no canal, através de executivo recém contratado oriundo desse mercado com experiência em HPC, eventos consagrados no setor e que já atua com distribuição, marketing e trade, criaram esse Workshop.

O evento foi realizado no dia 14 de outubro, na regional São Paulo da Distribuidora Servimed, empresa especializada na distribuição de medicamentos e HPC em todo o Brasil e contou com a presença de grandes indústrias e redes do varejo farma e ainda com especialistas em Gestão de Atendimento, Gestão de Negócios, PDV e a Nielsen, empresa especializada em mensurar esse mercado no varejo HPC. Reunidos realizaram um debate inédito e através desse debate foi possível ver o quanto ainda se tem por realizar no mercado.

Os presentes aprovaram essa iniciativa e sugeriram a realização desse tipo de evento uma vez por mês, e no dia 16 de novembro acontecerá mais um debate, sempre pensando em formar os profissionais do canal farma.

A AGPromo, agradece a participação de todos e convida para a realização do próximo evento no dia 16 de novembro.

A AGPromo ainda atua nos canais alimentar e em todos aqueles que necessitam de profissionais especializados para o PDV.

Muito obrigado a todos!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como tornar vagas atraentes no mercado de trabalho em oferta

O que fazer quando o mercado de trabalho está em oferta? Com muitas vagas disponíveis, mas poucos candidatos capacitados para preenchê-las?

Uma medida a ser tomada pela organização é ela se tornar atrativa para o candidato. As empresas precisam definir boas políticas de remuneração, tornar o processo de seleção menos rigoroso, aumentar investimento em treinamentos para compensar essa decisão da seleção e focar em recrutamento interno.

Uma estratégia comum em grandes empresas é construir um alto PVE (Proposta de Valor ao Empregado) que gerencia a imagem da organização no mercado e dos empregos que a empresa oferece, fazendo com que consiga os melhores talentos. A Google e a Natura, por exemplo, possuem alto PVE, todos querem trabalhar lá. Isto é algo construído com o tempo, definindo-se qual o perfil do candidato ideal e trabalhando em atingi-los.

Oportunidades

Tornar as oportunidades de trabalho conhecidas no mercado é outro ponto-chave. O uso de redes sociais como blogs, twitter e portais da internet tem se tornado cada vez mais frequentes, e a empresa deve aproveitar esses canais. Todos os canais possíveis devem ser atingidos para que o maior número de pessoas fique sabendo das oportunidades.

As parcerias também não devem ser deixadas de lado, já que podem auxiliar na hora de encontrar um novo talento. Ferramentas para captação on-line tornam-se indispensáveis e um diferencial competitivo fortíssimo, assim como parceiros para ajudar na divulgação das vagas.

Outra questão fundamental para conseguir preencher as vagas é o gerenciamento dos currículos que chegam à empresa. Os currículos passam a ser um dos bens mais valiosos num mercado de trabalho em oferta e, desta forma, um aproveitamento eficaz do material que chega pode ser decisivo.

Assim como os currículos, os colaboradores que já estão na empresa devem ser valorizados. Possuir planos atrativos de treinamento e desenvolvimento, políticas de qualidade de vida e ambiente favorável podem fazer a diferença caso os funcionários atuais sejam sondados por concorrentes. Em um mercado de trabalho em oferta, uma alta taxa de rotatividade pode ser altamente comprometedora para qualquer negócio.
Fonte: Administradores.com.br

http://www.administradores.com.br


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Por que transformar o PDV em ponto de relacionamento

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

O mix cada vez mais extenso e variado oferecido por praticamente todos os tipos de varejo transpôs o foco do produto para o consumidor. Hoje, as lojas não podem ser apenas pontos-de-venda. Elas devem ser encaradas como pontos de relacionamento, em que a preferência do cliente por preços mais baixos dá espaço à valorização de elementos como atendimento, conforto, qualidade e conveniência.


Transformando PDV em PDROs pontos-de-venda, muito mais do que pontos de contato, devem ser ferramentas para fidelizar e reter consumidores. Pão de Açúcar, Fnac, Havaianas e Shopping Cidade Jardim são algumas marcas que conseguiram transformar seus espaços físicos em verdadeiros canais de relacionamento. “O consumidor busca soluções e não apenas produtos, que atualmente são acessíveis em qualquer lugar”, diz Ricardo Pastore (foto), coordenador do Núcleo de Varejo da ESPM.


Estes canais de relacionamento não podem abrir mão de elementos tradicionais como preço, promoção, localização estratégica e sortimento de produtos adequado. No entanto, é necessário somar outros valores como serviços para os clientes, ter produtos e atendimento de qualidade e ser uma marca multicanal, que possibilite que o consumidor encontre o item desejado onde for mais conveniente, seja um canal virtual ou físico.


Compartilhando experiências“A somatória destes fatores dá aos varejistas condições de proteção contra a concorrência e garantia de relacionamento mais duradouro com os clientes”, sugere Pastore durante palestra na HSM ExpoManagement 2009. As soluções oferecidas por cada marca em seus pontos-de-venda variam de acordo com a categoria em que está inserida, o perfil do público-alvo, suas necessidades e seus desejos. Neste cenário, lojas com produtos exclusivos, marcas próprias e que ofereçam experiências diferenciadas têm chances de construir um relacionamento mais efetivo com seus consumidores.


“A experiência varia especialmente entre categorias, mas percebemos cada vez mais o que se chama de experimentação. O que antes era feito apenas com alimentos se transporta para outras segmentos como cosméticos, eletrônicos e bens duráveis”, aponta Célia Silva, diretora de Shopper da GfK, em entrevista ao Mundo do Marketing. Para o consumidor, é fundamental ter a certeza de que o produto entrega o que está propondo.


Nas lojas da Fnac, os visitantes sentem-se à vontade para experimentar os produtos. O relacionamento com os clientes faz parte do DNA da marca francesa, como indica Frederico Pabst, diretor de Comunicação e Marketing da Fnac no Brasil. “As lojas são lugares para compartilhar experiências, testar uma câmera fotográfica, ouvir um cd antes de comprar, ler um livro. Isso faz parte da estratégia de Marketing de deixar o cliente à vontade, tirando o peso da compra. Acreditamos em uma relação de longo prazo”, comenta o executivo em entrevista ao Mundo do Marketing.


Transformando PDV em PDRLojas reproduzem essência da marca
As lojas da rede são ambientadas para criar uma atmosfera confortável, desde o design, até o mobiliário especializado e o carpete, onde, não raro, é possível ver consumidores sentados lendo revistas e livros. Além das soluções oferecidas nos pontos-de-venda, os valores e o life style da marca também são importantes.


Nas lojas da Havaianas, por exemplo, os clientes encontram muito mais do que as famosas sandálias de borracha. Os produtos são expostos de acordo com o conceito de cada linha e transmitem a personalidade da marca. O maior exemplo disso é o Espaço Havaianas, na Oscar Freire, em São Paulo. A loja conta com a linha completa, produtos exclusivos para o mercado exterior, lançamentos e customização.


Na Fnac, o consumidor também percebe a essência da marca e o seu foco em entretenimento. Tudo é pensado para que haja uma troca de experiências entre os apaixonados por cultura, desde os funcionários até os eventos gratuitos realizados, como pocket shows e exposições. “Na Fnac, o vendedor do setor de música conhece música, assim como o de livros conhece livros. Ele também compartilha sua paixão, tem um ponto de vista e recomenda produtos”, conta Pabst.


Quando menos é mais
A afinidade da equipe de colaboradores com a marca é tão importante para a Fnac que a empresa seleciona cuidadosamente seus funcionários. Para uma loja em Ribeirão Preto, por exemplo, o processo de seleção contou com cerca de sete mil inscritos que disputavam apenas 80 vagas. “Atraímos o talento e, a partir disso, damos a formação necessária”, explica.


Transformando PDV em PDRMas, nos pontos-de-venda, além de funcionários preparados para atender os consumidores, é importante também que o cliente não dependa de vendedores. Encontrar um ponto de equilíbrio para não exagerar na quantidade de informações é essencial. “Quanto mais merchandising no PDV, menos a pessoa percebe. É necessário organizar uma loja, uma gôndola de forma a esclarecer mais sobre o produto”, aconselha Célia, da GfK.


O Pão de Açúcar sabe desta necessidade e trabalha em duas principais frentes quando o assunto é informação no ponto-de-venda. “A primeira é aquilo que chamamos de “atendimento mudo”, através de materiais de PDV. A segunda diz respeito aos treinamentos e capacitações que damos aos nossos colaboradores para que possam transmitir este conteúdo e conhecimento aos nossos clientes”, conta Silvana Balbo, Gerente de Marketing da Rede Pão de Açúcar, em entrevista ao site.


Uma solução para o varejo são os cantinhos especiais em que as marcas expõem seus produtos e esclarecem sobre seus benefícios sem criar muito tumulto no ponto-de-venda. Outra saída é organizar os itens de acordo com o passo a passo no caso de categorias como produtos de limpeza, infantis e cosméticos. O importante é saber que as informações devem estar presentes no momento em que o consumidor deseja, seja a partir de um vendedor ou não, e que a demanda por instruções varia de acordo com a categoria e a complexidade do produto.


Transformando PDV em PDRAtendimento personalizado
Assim como cada categoria e cada produto exigem um tratamento diferenciado no ponto-de-venda, o perfil do público-alvo também dita quais são os elementos que devem estar presentes. “No conceito de PDV há uma lógica muito racional, enquanto no conceito de relacionamento há emoção. Precisamos privilegiar esta emoção dentro da loja e transformar a experiência de compra em algo melhorado. O consumidor quer que a loja seja preparada para atendê-lo de acordo com o seu perfil de consumo”, ensina Pastore, da ESPM.


O Shopping Cidade Jardim, de São Paulo, entendeu a importância de se oferecer um atendimento especializado. O empreendimento é voltado para os clientes do segmento de luxo. Nestes casos, as experiências sensoriais criam uma identidade própria para o ponto-de-venda que é reconhecida pelo consumidor. “O cheiro está cada vez mais sendo trabalhado, assim como uma iluminação adequada. Esse tipo de experiência sensorial auxilia a ‘linkar’ a marca e é interessante de ser trabalhada no PDV”, aposta Célia (foto).


O empreendimento percebeu a mudança do consumidor e adaptou o conceito de luxo para a demanda atual. "As pessoas não buscam mais apenas bens materiais que estão focados em qualidade e exclusividade, mas também procuram curtir seus momentos de lazer, passar mais tempo com a família e amigos, além de valorizar cada vez mais a qualidade de vida. Pensando nisso, o Shopping Cidade Jardim foi concebido para mudar o conceito de fazer compras, proporcionando a possibilidade de nossos clientes poderem resolver as necessidades do dia a dia de uma maneira prazerosa", diz Maria Luisa Pucci, diretora de Marketing do Cidade Jardim.


Lojas virtuais complementam lojas físicasA tecnologia também ajuda as empresas a tornarem o processo de compra mais prático e conveniente. O Pão de Açúcar utiliza a ferramenta Personal Shop em sua unidade do Shopping Iguatemi. Com a ajuda de um coletor de dados capaz de armazenar em sua memória as listas habituais dos clientes participantes do programa de relacionamento Mais é possível economizar tempo no supermercado e fazer compras personalizadas.


Transformando PDV em PDRNa primeira vez que usa o Personal Shop, o consumidor faz seu cadastro e pode, inclusive, informar se utilizará o sistema de entregas em domicílio ou não. A iniciativa teve como resultado um ticket médio seis vezes superior à média da bandeira. Por enquanto, a ferramenta está presente apenas na loja do Iguatemi, mas a rede pretende levá-la para outras unidades. “Estamos avaliando os resultados obtidos no Pão de Açúcar Iguatemi para traçarmos os próximos passos de expansão”, planeja Silvana.


A comodidade oferecida pela tecnologia também está presente nas lojas virtuais. A da Fnac, por exemplo, possui uma oferta de produtos que não poderia existir nos estoques das lojas físicas. Além disso, sites de e-commerce têm um mecanismo de busca mais rápido. “Com a loja virtual, o cliente não pode experimentar o produto, mas tem a rapidez na busca. A experiência oferecida em cada canal é adequada ao público e ao momento”, acredita o diretor de Comunicação e Marketing da Fnac.


Uma solução para integrar os dois canais são os terminais de e-commerce presentes na loja da rede no bairro de Pinheiros, em São Paulo, há cerca de um mês. O mecanismo tem obtido sucesso e deve se expandir também para as outras unidades. Tudo pelo conforto e satisfação deste consumidor cada vez mais exigente.


“Se o cliente percebe que a comunicação foi feita para ele, que toda aquela solução de varejo funciona para ele, é como se fizesse parte de um clube de consumo que o conhece profundamente, respeita e direciona todas as suas ações para lhe atender”, Ricardo Pastore dá a dica.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Desafio do Pequeno Varejo

Fonte: Assessoria de Imprensa AMPRO

Tradicionalmente, o pequeno varejo constitui um canal fundamental para a indústria. O aumento do poder de consumo da Classe C e a maior atenção da indústria para as grandes redes, nos últimos anos, fizeram com que o pequeno varejo se tornasse ainda mais importante.

Entretanto, os desafios do pequeno varejo continuam iguais aos de anos anteriores. A pulverização de pontos de venda por todo o território, o pequeno volume individual de cada loja e o sistema indireto de venda continuam sendo obstáculos para toda a indústria.

Como consequência desses obstáculos, o primeiro desafio está em conseguir positivar os produtos em um cenário de espaço reduzido das lojas e de grande quantidade de produtos vendida pelos representantes dos distribuidores e atacados.

Uma vez positivado, a tarefa consiste em lutar contra a ruptura e, pior do que isso, contra deixar de ser comprado e sumir para sempre das prateleiras. Completada essas etapas iniciais, o desafio passa a ser conseguir uma boa execução, seja numa exposição adequada, seja na instalação de materiais de comunicação. Mas, como estará a execução da indústria no pequeno varejo?

A experiência mostra que a execução está pior do que se imagina. A pulverização dospontos de venda faz com que a indústria enxergue mal sua real situação no pequeno varejo. E uma frase de Deming, guru do gerenciamento de qualidade, resume bem essa situação: “Você não pode gerenciar o que você não mede”. Em situação oposta, as grandes redes são constantemente monitoradas e, portanto, acabam recebendo muito mais atenção.

Como é possível reverter essa situação? Auditar todo o pequeno varejo é insensato. Entretanto, é possível selecionar lojas como amostra e, dessa forma, conseguir um panorama muito mais real da execução nesse canal.

Somado a isso, a execução do pequeno varejo normalmente é delegada a um distribuidor ou atacado. Ou seja, a comunicação no canal depende de um terceiro que administra centenas ou milhares de produtos. Ao enxergar melhor a situação no pequeno varejo, a indústria conseguirá identificar mais claramente os gargalos e ajudar o seu parceiro a melhorar a execução.

O pequeno varejo também exige uma abordagem diferenciada da indústria. Tradicionalmente, as ações nas grandes redes são feitas por marcas isoladas. Entretanto, o porte do pequeno varejo torna praticamente inexequível do ponto de vista econômico ações isoladas. A indústria precisa fazer ações conjuntas entre diferentes marcas e entre diferentes gerentes para tornar viável. Contudo, essa prática é pouco vista no mercado.

Enfim, monitorar o pequeno varejo, identificar os gargalos e executar ações englobando as diferentes marcas, são o primeiro passo para aprimorar a execução nesse canal.
Sem dúvida não é nada fácil. Mas quem topar o desafio poderá ganhar uma enorme vantagem competitiva.